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Em 19/05/09 às 09:38 por Pati Pruinelli em Entrevista

Confira a entrevista com o vocalista da banda, Marceleza:

Quais foram as grandes influências no começo da banda?
Marceleza: O Maskavo começou como uma banda cover de Bob Marley, acho que é a nossa maior influência sempre foi o mestre, titio Bob, que Deus o tenha, mas a gente ouve de tudo, o Prata mesmo é um cara que é do rock, curte de tudo, Led Zepellin…. a galera curte de tudo, mas a escola mesmo acho que foi Bob Marley. A galera é meia eclética, eu mesmo curto música tipo clássica, inclusive fui num show de uma orquestra que é muito legal, é a Orquestra Mediterrânea, que é só instrumento maluco, saca, que é umas parada bem louca, eu me amarro nessas viagens, mas eu curto de tudo, sou do rock também, me amarro num Jimi Hendrix, num Led, Jack Jhonson, essas paradas atuais, da atualidade é Jack Jhonson, a gente ouve de tudo.

No que a banda se inspira para compor suas músicas?
Marceleza: Ah! Nas mulheres (risos), pra variar a gente faz música pra mulherada, e graças a Deus a gente é bem retribuído quanto a isso, que elas adoram! A gente tem recebido bastante e-mail da mulherada, mandando maior “vibe” boa, mandando altas vibrações. E estamos nessa linha, a gente faz música pra elas, porque quando elas estão junto os “cuecas” vem atrás (risos).

Que mensagem a Maskavo quer passar em suas músicas?
Marceleza: A paz, o Amor, a verdade, o sentimento em geral do bem, as vibrações positivas. Acho que o reggae tem essa coisa que, como o Bob falava “onde ele bate não causa dor”, então, tipo, a gente quer passar isso. No momento em que a gente vive num mundo todo conturbado, cheio de problemas, a gente tenta passar um pouquinho da sementinha do amor, uma sementinha de união, pra que as pessoas possam pensar no dia-a-dia delas, como ser um ser melhor nessa vida tão conturbada, que é o mundo que a gente vive. Jah Rastafary, amém.

Quem compõe as músicas da banda?
Marceleza: Na verdade todo mundo compõe, todo mundo participa e produz todo mundo junto, mas a maioria das músicas, que geralmente a gente produz assim, o Prata chega com uma música a gente olha, “ah tem uma coisa aqui que não tá legal, vamos mexer, vamos mexer ali, pra melhorar, pra lapidar”. A gente fala “pra lapidar a jóia”.

O que a banda tem a dizer sobre o público de SC e RS?
Marceleza: Ah! O Sul pra nós é praticamente casa né velho, a gente já morou um tempo aqui, já morou em Porto Alegre um tempinho. Na verdade foi onde a gente começou depois que o nome virou Maskavo, foi o primeiro lugar que a gente começou a fazer público, então o Sul é praticamente família, é casa, a gente tem um carinho enorme por isso aqui, a gente só não gosta de uma coisa no Sul, que é o frio (risos). Mas tirando isso é maravilhoso, o povo é vibração positiva 100%. As mulheres são maravilhosas, tudo de bom! (risos) Oh Meu Deus, o Sul é abençoado por Deus!

O que a banda tem a dizer sobre o reggae Brasileiro?
Marceleza: O reggae Brasileiro infelizmente, ele é mal visto pela mídia. Neguinho fala “ Ah! Reggaeira é um bando de maconheiro”, mas na verdade, reggaeira é uma galera que quer passar uma mensagem boa, passar uma boa vibração, e quer falar de amor, tem gente aí que fala de tanta porcaria, você vê o latino, que fala da dança do apê. A gente produz música de qualidade pra trazer uma vibração melhor pra pessoa que ouve, então é por isso que a gente quer mostra o reggae em si, tentar mostra esse lado da positividade e não falar de droga ou coisa parecida, mas falar do amor, da paz, do respeito entre o próximo. É isso que a gente tenta passar. Então eu acredito que o reggae faça isso. A cena do reggae no Brasil é maravilhosa, se ela tivesse mais apoio da mídia ela poderia deslanchar. Tanto que você não vê banda de reggae na TV, é difícil pra caralho, mas a gente está batalhando, eu acho que não só a gente, mas todas as bandas, estamos aí na função de fazer virar a moeda.

As bandas de reggae tem sido referência pra quem esta começando a tocar?
Marceleza: O reggae tipo assim tem muita gente que fala, “Ah! O reggae é fácil de tocar”, mas um dia a gente pegou um amigo nosso que toca rock e disse: “Toca reggae aí”, o cara apanhou, não dava conta. O reggae é inspiração pra muita coisa, tipo, você vê os grandes nomes da música, como Eric Clepton, muita gente se inspirou no Bob Marley, o próprio Ben Harper, o próprio Jack Jhonson, que são os caras da atualidade, se inspiraram no Bob, que é o próprio ícone, que é o ídolo máximo, que é o pai do reggae. Então o reggae, ele inspira muita gente, muita gente mesmo, assim como muita gente do reggae, inclusive o próprio Bob Marley, se inspirou em rock, gostava de ouvir Beatles, gostava de ouvir umas paradas loucas. Então, eu acho que toda a música, a partir do momento que é boa ou que te traz alguma coisa boa, é valido.

Como é o sentimento da banda perante tantos shows, fãs, sucesso e etc…?
Marceleza: Pra gente é normal, pra gente até é importante, é um reconhecimento do nosso trabalho. Quando a galera vem, tipo assim, maior galera, casa cheia, público cheio, galera na vibração curtindo maior “vibe” com o maior carinho, é isso que é o maior pagamento pro músico, é o reconhecimento do seu trabalho, e a gente tenta sempre executar o nosso trabalho bem feito, pra ter esse reconhecimento afirmado. A gente quer que a pessoa que venha no show nosso, saia falando irado, saia com a cabeça mais leve, se uma pessoa vem num show nosso com algum tipo de negatividade, volta limpo, a gente fala que é tipo uma espécie de igreja (risos). A gente passa a energia pra pessoa que chega com algum problema, pra voltar sem nenhum. O reggae tem essa coisa de passar essa mensagem pra neguinho não ter que ficar se preocupando com problemas do dia-a-dia e pensar só em coisas boas.

Como a banda define seus melhores momentos? Os mais marcantes?
Marceleza: Cara, os nossos melhores momentos… acho que os nossos melhores momentos são todos os dias, só o fato de estar vivendo, de viver de música, acho que isso não tem preço, acho que é o sonho de todo músico viver da própria música, a gente tem conseguido isto graças a Deus. Eu acho que esse é o nosso melhor momento, da banda tem sido esses últimos cinco anos, que a gente está nessa batalha.
E pra galera do Pijama Show continuem essa divulgação cultural que vocês fazem, e mantendo a galera antenada de todas as formas, teatro, música, cinema, tudo é bem vindo, a partir do momento que é pra instruir o público em geral é bem vindo, então, estão de parabéns, continuem assim!

01 comentário para “Entrevista com Marceleza”    |    Comentar »



  1. romulo says:

    os maniakos é fodaa principalmente o marceleza, eles azem um som muit maneiro q Deus os abençoe !!!!! ;-)





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