Minha historia começa há muitos anos atrás ouvindo “Folhas Secas” na casa de uma amiga. Naquela época a gente ainda era criança, e não podia imaginar que um dia iria a um show do Maskavo e muito menos que pudéssemos gostar tanto a ponto de querer ir a todos os shows.
Faz pouco tempo que apareceu a oportunidade, o Maskavo faria um show na minha cidade, foi nesse dia que as portas se abriram para nós.
O show foi mais do que perfeito. Só estando lá, vendo, ouvindo e sentindo tudo aquilo de bom que eles te passam com a música, que dá pra entender o que é um show do Maskavo. Não tem como colocar em palavras.
Quando começou a tocar “Um anjo do Céu”, levantamos dois cartazer (que eu tinha feito pra tentar falar com eles depois do show). Então o Marceleza mandou buscar a gente lá embaixo. O que impossível, já que por mais que quisemos conhecer eles, só o Fã Clube foi atendido antes do show, porque eles fariam outro show na mesma noite. E nós não éramos do fã Clube. Acabamos assistimos “Woman no Cry” do palco, e depois nos levaram ao camarim. Quando o show acabou, e os meninos vieram falar com a gente, parecia mesmo algo surreal. Eles foram atenciosos, queridos, divertidos, enfim, as pessoas maravilhosas que hoje eu sei que eles são realmente.
No momento que tu realiza um sonho, ou algo que pensa ser impossível conseguir, tu te sente tão feliz que esquece de todas as outras coisas. E comigo não foi diferente. Mas depois que tudo acabou, ficou aquela sensação de vazio, de que faltava alguma coisa, e um gostinho de “quero mais” que não passava.
Acabou que a sorte, ou o destino, nos sorriu novamente. Logo depois desse show, foram marcados mais shows da turnê aqui no Rio Grande do Sul. E claro, estaríamos lá!
Entramos num ônibus no sábado a tarde, desembarcando 5 horas depois em Caçapava do Sul. Eram 11 horas da noite, e fomos seguindo informações errantes até chegar no local do show. Esse foi meu segundo show do Maskavo, tão maravilhoso como se fosse o primeiro, ou até melhor. Talvez pela sensação te ter ido até lá pra ver, de conseguir outra vez algo que eu queria tanto. Ou talvez simplesmente por estar ali naquele momento sentindo tudo aquilo novamente.
Nesse dia conheci a Jacque, representante do Fã Clube Oficial aqui do Rio Grande do Sul, que eu descobri ter uma história bem parecida com a minha. Combinamos de ir as três juntas ao show de domingo.
Naquela noite, quando saímos do camarim com o pessoal do fã clube, não tínhamos nada alem de uma mochila e uma jaqueta contra o inacreditável frio da madrugada de dezembro, e muito menos um lugar para ficar. Mas descobrimos que nada disso era problema, a vontade de estar naquele lugar, de ver o show, de estar lá somente por algo que era o que eu queria realizar fez, e faria qualquer coisa valer a pena.
Chegamos em Cachoeira do Sul no fim da manhã e fomos novamente seguindo informações duvidosas, agora carregando nossas jaquetas inúteis contra um sol de 40°C. A tarde encontramos a Jacque e ficamos pela cidade enquanto o relógio se arrastava. Embora eu tivesse certeza que assim que a hora do show chegasse o tempo iria voar.
Esse show tinha aquela sensação de último show, não como no dia anterior que todo o tempo eu tinha a sensação de “tem mais amanhã”. Ali eu só sabia que não tinha nem idéia de quando seria o “amanhã”. Mas nada disso fez desse show menos especial nem o impediu de ser maravilhoso.
E hoje é uma honra fazer parte do Fã Clube Maskavo Maníakos e conhecer a cada dia mais pessoas que como eu, admiram e respeitam tanto o trabalho do Maskavo. Ter conhecido os meninos e saber que eles são pessoas assim como nós. E poder ver que por traz do trabalho deles tem tantas outras pessoas trabalhando e fazendo com que seja tudo perfeito.
Isso tudo me fez ver que nada está assim tão longe, que a gente não possa conquistar se quiser, é preciso tentar e não se importar com as dificuldades que surgirem pelo caminho.
E é assim que começa a minha história com o Maskavo.
Por Pati Pruinelli
