Membros

Entrevista

Em 22/05/09 às 15:40 por Pati Pruinelli em Entrevista

O Portal NetBabillons entrevistou o Maskavo na 21ª Festilha em São Francisco do sul /SC. Eles falaram sobre os novos projetos, um pouco da história da banda, e também sobre o Fã Clube :)

” Maskavo que já foi Roots, que lembra o açúcar, que nasceu em 2.000 na Capital do País, que fala de amor, de boas vibrações e energias positivas.
Maskavo que é o Reggae Music com “Anjo do Céu” e tantos outros sucessos que ficaram marcados e são cantados por milhares de Brasileiros.
Com 5 Discos e 1 DVD a Banda já prepara novas músicas, a pedido dos fãs que sempre querem novidades.
Marceleza, Bruno Pietro e Prata do que eles gostam é estar com o pé na estrada, subir nos palcos, fazer o que sabem e conquistar cada vez mais fãs. ”

Bruno:
Fomos muito bem recepcionados aqui na Cidade, viemos muito preparados para o nosso show, nós estamos viajando direto, hoje já é o nosso quarto show, viemos de uma Turnê. Fomos a Vitória, Rio de Janeiro, Interior de São Paulo e agora aqui em São Francisco do Sul, mas nada de cara de cansado, está todo mundo muito disposto e vai ser jóia!

Portal NetBabillons: Como aconteceu o início da Banda Maskavo, a formação?
Marceleza: Essa formação começou em 2.000, já fizemos 5 Discos e 1 DVD e estamos preparando um sexto trabalho aí.

Portal NetBabillons: Qualquer semelhança é mera coincidência ou o nome da Banda tem haver com o açúcar Maskavo?
Bruno: Não é mera coincidência não, eu acho que o Prata e uma galera lá de Brasília que é um povo todo Universitário, todo metido a besta e a galera gostava de fazer nomes com coisas que remetem a outras e era Maskavo Roots, porque tinha o açúcar misturado com raiz, aí a gente arrancou aquele Roots fora e ficou só com o açúcar. O Prata costuma dizer que é o açúcar de origem brasileira e que ele não é muito refinado, então é a nossa cara.

Portal NetBabillons: Maskavo sempre está no Sul do País fazendo shows, pode-se dizer que vocês tem um carinho especial pela Região?
Prata Oh! carinho a gente tem muito, nós somos muito bem recebidos quando viemos ao Sul e Santa Catarina aqui, nós conhecemos várias praias, já tocamos em várias delas e não só no Litoral mas no Interior também, estamos sempre presentes por aí. Conhecemos muita coisa por aqui, já fomos em tudo quanto é festa… Festa da Maçã, Festa da Uva, Festa do Camarão, tudo quanto é festa a gente já participou, estamos em todas! (risos)

Portal NetBabillons: Muitas pessoas acabam confundindo que vocês são aqui do Sul, será que isso se deve ao fato do Rio Grande do Sul ter várias boas Bandas de Reggae de renome?
Bruno: O povo do Rio Grande do Sul tem uma coisa assim que quando eles não sabem de onde é, eles pegam tudo para eles (risos), mas tudo bem, nós somos todos Brasileiros. Quando nós abrimos a porta da nossa Carreira foi aqui pela Região Sul que nós tivemos a primeira receptividade. Então acho que é por isso que tem essa identidade, nós já tivemos um Disco gravado no Festival do Planeta Atlântida e tudo começou por aí, mas hoje em dia fazemos shows por tudo quanto é lugar no Brasil. Como eu te falei estávamos em Vitória no Espírito Santo, depois Rio de Janeiro, São Paulo, hoje,aqui em Santa Catarina, semana que vem voltamos aqui no Estado só não lembro onde, mas dia 15, 16 de maio já estamos aqui de volta. Acessem www.maskavo.com.br está tudo direitinho lá, eu era ótimo de memória para isso, mas depois da Internet como tem as mudanças e é atualizado semanalmente eu não paro para prestar atenção, eu vou direto lá no Site e vejo a agenda.

Portal NetBabillons: Cite três Artistas que são dignos de uma Homenagem da Banda Maskavo?
Marceleza Três Artistas. Ah! tem vários… Bob Marley é um, que é o Rei do Reggae o mais Homenageado de todos, tem o Titãs que a gente gosta e o Gilberto Gil também, a gente curte pra caramba.

Portal NetBabillons: São quantos CD’s e DVD’s já gravados?
Bruno: São 5 Discos e 1 DVD, na verdade estamos pensando em lançar um novo Disco, mas o mercado hoje está cada vez mais rápido, acessível ao mesmo tempo por causa dos downloads na Internet, então a gente percebeu que as vezes lançar um álbum inteiro não compensa, o público não vai digerir ele do jeito que gostaríamos. Então nós vamos lançar uma música, aliás nós vamos gravar duas músicas e a partir dessas duas músicas nós vamos lançar no site nosso, próprio e assim vamos divulgando até a hora que nós tivermos bastante música e aí então vamos lançar um disco como era antigamente, ia lançando vários singles…

Prata: O plano é assim, a cada dois meses lançar duas músicas, isso indefinidamente. a hora que juntar 10, 12 músicas aí compila em um CD e logo na seqüência um DVD Ao Vivo!

Bruno: A gente pensava que estava evoluíndo, mas isso é o que se fazia antigamente (risos).

Portal NetBabillons: O CD e DVD Maskavo Transe Acústico foi o Projeto mais diferente da Banda, gravando dentro de um Teatro com a platéia que curte o reggae toda sentada, como aconteceu tudo isso?
Bruno: Na verdade foi o nosso Projeto mais bem sucedido no sentido de que a gente se tornou uma banda independente na época e resolvemos fazer um DVD pela pressão dos fãs que eram fãs mesmo, que começaram a mandar e-mails, entrar em Comunidades e dizer: “O Maskavo precisa de um DVD” e coincidiu de além dos fãs estarem pressionando a gente ter a oportunidade de gravar em um Teatro, então com tudo isso a favor nós pegamos e fizemos. Na verdade nem sabíamos que o DVD seria tão bem recebido assim, nós participamos do Prêmio Revelação do Multishow, foi um super surpresa, ainda bem que uma banda como a gente de 9 anos de estrada consegue fazer um trabalho e surpreender as pessoas para acharem que somos realmente “Revelação”.

Prata: O principal do Maskavo que a gente gosta de falar, é que gostamos de ter nosso público cativo além de estar sempre conquistando novos fãs e chamando o povo para vir conhecer o Maskavo porque apesar de já termos cinco discos, uma discografia legal para a pessoa conhecer e fazer os downloads de nosso material todo, acho que o principal é que gostamos mesmo de tocar e viajar. O grande barato do Maskavo é estar sempre tocando Ao Vivo, quando não estamos tocando ficamos todos deprimidos em casa (risos).

Bruno: Esse DVD a gente começou a fazer uma turnê ano passado pelo Nordeste e o povo achava que a gente ia chegar lá e fazer acústico, mas nós já tínhamos eletrificado os arranjos e o povo perguntava: “Mas vocês não tocam sentando não?” (risos) Aí a gente dizia: “Não mais, é que o tempo passa e nós vamos desenvolvendo o Show, ele nunca para.”

Portal NetBabillons: As músicas da Maskavo falam sempre de alegria, de amor e uma certa espiritualidade falem sobre isto e quanto as composições das músicas de quem é a autoria?
Marceleza: O Prata aí é o grande Mestre. “Um Anjo do Céu” foi ele que fez para a filhinha dele, e nós tentamos passar o que o próprio reggae em si diz que é a mensagem de paz, de vibrações positivas não somos como o rock’n roll que alguns incitam a violência, nós queremos passar uma mensagem boa já que o mundo anda tão conturbado.

Prata: Nós já tentamos fazer umas músicas mais políticas, mais rebeldes assim, mas acaba nunca entrando no repertório não sei porque (risos), acho que o povo gosta mais das músicas que nós fazemos de amor.

Portal NetBabillons: Como é o contato da Banda com os fãs como lidam com o sucesso?
Bruno: Olha, a relação com o fã, primeiro que ela muito boa porque ela é mútua. A gente não imagina uma banda no nosso caso sem fãs e os fãs sempre foram um feedback muito importante porque eles ajudaram a nos nortear, como o Prata fala nós tentamos fazer música de protesto, mas a gente não consegue a gente acaba tendo uma aceitação mais forte até pelos fãs indo por esse caminho da positividade do Reggae Music não violento. Eu sinto que somos bem sucedidos nesse ponto, porque fazemos o que gostamos. As pessoas quando criticam é para o bem, “vocês podem melhorar aqui ou ali” e nunca estão nos depreciando. É uma relação muito legal.

Prata: Nós temos Fã-Clubes muito legais, tem um em Porto Alegre muito bom, nós temos um tratamento até especial para meninas, a Jaque, a Táta …. elas estão sempre presentes em nossos Shows aqui pela área. Em Curitiba também tem um muito forte. Você entra pelo nosso Orkut Maskavo e tem os links lá. Ah! em Brasília também temos Fã-Clube, tem alguns espalhados por aí e descobrimos um até lá no Rio de Janeiro que é novidade para nós, fora os de São Paulo que temos uma relação forte,pois estamos sempre na ponte aérea Brasília - São Paulo. Nós tentamos responder a todos os e-mails e tentar participar ainda mais, mas como estamos sempre viajando essa tarefa às vezes acaba se tornando meio complicada. É nas segundas e terças que a gente dá uma paradinha, para tentar responder, por que nos outros dias é realmente difícil.

Portal NetBabillons: Um sonho da Banda a ser realizado?
Marceleza: Tocar no Mundo inteiro, eu acho (risos), mas primeiramente conquistar todo o Brasil e depois o restante do Mundo, se Deus quiser!

Portal NetBabillons: A Internet tem influenciado positivamente a Carreira do Maskavo?
Marceleza Com certeza, a internet é um meio de comunicação que abriu caminhos não só para o Maskavo, mas até para as bandas iniciantes, é uma forma de você mostrar ao mundo inteiro o trabalho que você faz, desde o visual até mesmo o musical. Quanto mais espalhada a informação, melhor! (risos)

Em 19/05/09 às 09:38 por Pati Pruinelli em Entrevista

Confira a entrevista com o vocalista da banda, Marceleza:

Quais foram as grandes influências no começo da banda?
Marceleza: O Maskavo começou como uma banda cover de Bob Marley, acho que é a nossa maior influência sempre foi o mestre, titio Bob, que Deus o tenha, mas a gente ouve de tudo, o Prata mesmo é um cara que é do rock, curte de tudo, Led Zepellin…. a galera curte de tudo, mas a escola mesmo acho que foi Bob Marley. A galera é meia eclética, eu mesmo curto música tipo clássica, inclusive fui num show de uma orquestra que é muito legal, é a Orquestra Mediterrânea, que é só instrumento maluco, saca, que é umas parada bem louca, eu me amarro nessas viagens, mas eu curto de tudo, sou do rock também, me amarro num Jimi Hendrix, num Led, Jack Jhonson, essas paradas atuais, da atualidade é Jack Jhonson, a gente ouve de tudo.

No que a banda se inspira para compor suas músicas?
Marceleza: Ah! Nas mulheres (risos), pra variar a gente faz música pra mulherada, e graças a Deus a gente é bem retribuído quanto a isso, que elas adoram! A gente tem recebido bastante e-mail da mulherada, mandando maior “vibe” boa, mandando altas vibrações. E estamos nessa linha, a gente faz música pra elas, porque quando elas estão junto os “cuecas” vem atrás (risos).

Que mensagem a Maskavo quer passar em suas músicas?
Marceleza: A paz, o Amor, a verdade, o sentimento em geral do bem, as vibrações positivas. Acho que o reggae tem essa coisa que, como o Bob falava “onde ele bate não causa dor”, então, tipo, a gente quer passar isso. No momento em que a gente vive num mundo todo conturbado, cheio de problemas, a gente tenta passar um pouquinho da sementinha do amor, uma sementinha de união, pra que as pessoas possam pensar no dia-a-dia delas, como ser um ser melhor nessa vida tão conturbada, que é o mundo que a gente vive. Jah Rastafary, amém.

Quem compõe as músicas da banda?
Marceleza: Na verdade todo mundo compõe, todo mundo participa e produz todo mundo junto, mas a maioria das músicas, que geralmente a gente produz assim, o Prata chega com uma música a gente olha, “ah tem uma coisa aqui que não tá legal, vamos mexer, vamos mexer ali, pra melhorar, pra lapidar”. A gente fala “pra lapidar a jóia”.

O que a banda tem a dizer sobre o público de SC e RS?
Marceleza: Ah! O Sul pra nós é praticamente casa né velho, a gente já morou um tempo aqui, já morou em Porto Alegre um tempinho. Na verdade foi onde a gente começou depois que o nome virou Maskavo, foi o primeiro lugar que a gente começou a fazer público, então o Sul é praticamente família, é casa, a gente tem um carinho enorme por isso aqui, a gente só não gosta de uma coisa no Sul, que é o frio (risos). Mas tirando isso é maravilhoso, o povo é vibração positiva 100%. As mulheres são maravilhosas, tudo de bom! (risos) Oh Meu Deus, o Sul é abençoado por Deus!

O que a banda tem a dizer sobre o reggae Brasileiro?
Marceleza: O reggae Brasileiro infelizmente, ele é mal visto pela mídia. Neguinho fala “ Ah! Reggaeira é um bando de maconheiro”, mas na verdade, reggaeira é uma galera que quer passar uma mensagem boa, passar uma boa vibração, e quer falar de amor, tem gente aí que fala de tanta porcaria, você vê o latino, que fala da dança do apê. A gente produz música de qualidade pra trazer uma vibração melhor pra pessoa que ouve, então é por isso que a gente quer mostra o reggae em si, tentar mostra esse lado da positividade e não falar de droga ou coisa parecida, mas falar do amor, da paz, do respeito entre o próximo. É isso que a gente tenta passar. Então eu acredito que o reggae faça isso. A cena do reggae no Brasil é maravilhosa, se ela tivesse mais apoio da mídia ela poderia deslanchar. Tanto que você não vê banda de reggae na TV, é difícil pra caralho, mas a gente está batalhando, eu acho que não só a gente, mas todas as bandas, estamos aí na função de fazer virar a moeda.

As bandas de reggae tem sido referência pra quem esta começando a tocar?
Marceleza: O reggae tipo assim tem muita gente que fala, “Ah! O reggae é fácil de tocar”, mas um dia a gente pegou um amigo nosso que toca rock e disse: “Toca reggae aí”, o cara apanhou, não dava conta. O reggae é inspiração pra muita coisa, tipo, você vê os grandes nomes da música, como Eric Clepton, muita gente se inspirou no Bob Marley, o próprio Ben Harper, o próprio Jack Jhonson, que são os caras da atualidade, se inspiraram no Bob, que é o próprio ícone, que é o ídolo máximo, que é o pai do reggae. Então o reggae, ele inspira muita gente, muita gente mesmo, assim como muita gente do reggae, inclusive o próprio Bob Marley, se inspirou em rock, gostava de ouvir Beatles, gostava de ouvir umas paradas loucas. Então, eu acho que toda a música, a partir do momento que é boa ou que te traz alguma coisa boa, é valido.

Como é o sentimento da banda perante tantos shows, fãs, sucesso e etc…?
Marceleza: Pra gente é normal, pra gente até é importante, é um reconhecimento do nosso trabalho. Quando a galera vem, tipo assim, maior galera, casa cheia, público cheio, galera na vibração curtindo maior “vibe” com o maior carinho, é isso que é o maior pagamento pro músico, é o reconhecimento do seu trabalho, e a gente tenta sempre executar o nosso trabalho bem feito, pra ter esse reconhecimento afirmado. A gente quer que a pessoa que venha no show nosso, saia falando irado, saia com a cabeça mais leve, se uma pessoa vem num show nosso com algum tipo de negatividade, volta limpo, a gente fala que é tipo uma espécie de igreja (risos). A gente passa a energia pra pessoa que chega com algum problema, pra voltar sem nenhum. O reggae tem essa coisa de passar essa mensagem pra neguinho não ter que ficar se preocupando com problemas do dia-a-dia e pensar só em coisas boas.

Como a banda define seus melhores momentos? Os mais marcantes?
Marceleza: Cara, os nossos melhores momentos… acho que os nossos melhores momentos são todos os dias, só o fato de estar vivendo, de viver de música, acho que isso não tem preço, acho que é o sonho de todo músico viver da própria música, a gente tem conseguido isto graças a Deus. Eu acho que esse é o nosso melhor momento, da banda tem sido esses últimos cinco anos, que a gente está nessa batalha.
E pra galera do Pijama Show continuem essa divulgação cultural que vocês fazem, e mantendo a galera antenada de todas as formas, teatro, música, cinema, tudo é bem vindo, a partir do momento que é pra instruir o público em geral é bem vindo, então, estão de parabéns, continuem assim!